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Valores Esquecidos

Respeito


Nessa época conturbada, onde a velocidade das interações tomou valores extraordinários, de forma a se tornar muito difícil manter uma amizade e/ou relacionamento verdadeiramente aproveitável, quem diria duradouro.

Valores foram substituídos por relacionamentos de ostras sem pérola. A facilidade de conhecer pessoas é grande, a rotatividade maior ainda, ainda mais pela campanha banalizadora de assuntos como sexualidade, romantismo, respeito e compreensão. Dessa forma não há aquele tempo hábil de poder conhecer uma pessoa a fundo, buscar no íntimo as melhores características que a fazem excepcionalmente única e exponencialmente perfeita do seu jeito. 

Depois de vivenciar histórias de amigos, conhecidos, relatos e crônicas, não podendo esquecer das próprias, percebe-se a diferença entre todas as pessoas e como elas se comportam no relacionamento perante o outro, diferença essa que na essência inexiste. Por isso é importante relatar aqui que o resgate dos valores "dos antigos" é válido, até mesmo nesses tempos de correria.

O principal valor a ser resgatado, sendo o carro-chefe de todos os outros, é a prática do Respeito. Seja perante os outros verdadeiramente, seja consigo. É um processo gradual e dificultoso, pois haverá caminos tortuosos a seguir e pessoas a 'quebrar', mas poder viver uma vida mais verdadeira sem necessitar de máscaras comportamentais e necessidades saciadas pela falsidade habitual do cotidiano, de um forma a aproveitar a vida, o tempo, as pequenas coisas e principalmente quem se ama... é a essência que todo ser humano no íntimo busca conseguir.

Com respeito gera-se companheirismo, e posso deixar nas mãos de uma grande atriz e mulher as palavras que reconhecem essa sensação, de encontrar uma ostra com pérola. Com vocês, Fernanda:


Tive apenas um exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat

Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca... Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho

Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza

Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros?
Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem

O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios.
Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim.
Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,
 
Fernanda Montenegro


Preste Atenção Nos Detalhes

Mestre Invisível 

Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.

Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos em que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu-o, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua Bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: No ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO?





Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:

SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO?
_______________________________________________________________

Genial! Realmente essa sociedade apressada e sempre sem tempo para nada, perde muitas das belezas que diariamente nos são mostradas a cada instante. Provavelmente por isso a maioria das pessoas são tão rancorosas, pessimistas e infelizes. Os artistas possuem uma visão mais aberta, olhos mais abertos à beleza que nos rodeia, portanto dê o maior valor aos que interpretam essa beleza subjetiva de forma concreta.

Para sorrir todo dia, basta acordar. O simples fato de ter um sol quente, o belo canto dos pássaros, um céu azul e uma nova oportunidade de um dia melhor, já seriam suficientes para acordarmos sorrindo e de bem com a vida. É uma questão de domesticar seu estado de espírito e relevar os acontecimentos negativos que nos rodeiam, pois afinal quantos desses desastres diários realmente são dignos de nosso desespero, indignação e nervosismo? A maioria deles é passageira e podemos aprender com isso.

Otimismo não é a definição de um estado de espírito de um ser bobo que acredita que tudo vai dar certo, mas sim de alguém que acredita em si, em suas capacidades e sabe que se der o seu melhor irá realizar grandes feitos e aprenderá com o que não deu certo, para descobrir formas novas de lidar com aquilo, para conseguir alcançar seus objetivos.

Releve o vizinho carrancudo, a colega fofoqueira, o mal humorado do trânsito,  o estresse do resultado que não sai como esperado, o chefe que brigou com a esposa e descontou em você a frustração, releve o dia chuvoso... entre outras milhares de situações cotidianas! Releve!
Você será mais feliz, menos apegado à correria desenfreada que causa tumulto e ataques cardíacos precocemente por causa do constante estresse que vivenciamos.

RELEVE!

Homenagem!

William e seu primeiro moinho


História de William Kamkwamba
William Kamkwamba nasceu em uma família de camponeses na vila de Kasungu, no Malaui. Apesar de sempre ter vivido na pobreza, a situação se complicou em 2001, quando uma seca assolou a região e causou grandes transtornos para toda a comunidade. Muitos morreram de fome e William e sua família passaram a se alimentar apenas uma vez ao dia.
Mesmo com as dificuldades, o jovem, de então 14 anos, continuou a frequentar a escola. "Eu estava determinado a fazer qualquer coisa para poder aprender. Então, eu fui para a biblioteca e li livros de ciências, em particular de física", conta. Mesmo a falta de conhecimento no inglês não impediu o garoto de interpretar figuras e diagramas para aprender as palavras que estavam nos livros.
Até que um deles, que explicava como um moinho de vento poderia bombear água e gerar eletricidade, mudou o destino de William. "Bombear água significava irrigação. Uma defesa contra a fome, pela qual nós estávamos passando naquela época." Então ele decidiu construir um moinho sozinho.
Com a teoria na cabeça, o jovem inventor partiu para a prática e na ausência das matérias-primas essenciais, ele recorreu a um ferro-velho e juntou tudo o que lhe parecia útil. Quadro de bicicleta, roldana, tubo plástico, ventilador de trator, amortecedor e outras peças enferrujadas bastaram para construir um moinho capaz de gerar 12 watts de eletricidade - suficiente para ligar quatro lâmpadas e dois rádios em sua casa. Depois, William partiu em outra missão: construir um moinho capaz de gerar no mínimo 20 watts, o suficiente para bombear água e irrigar toda a vila.
O sucesso de sua iniciativa gerou comentários e em pouco tempo o moinho virou notícia e circulou pela Internet. Até que o jovem foi convidado a palestrar no TED sobre sua invenção e, apesar do nervosismo, contar o seu feito e inspirar o público.
Dois anos depois, William voltou ao palco do TED para falar mais sobre sua história e sobre a sua criação. "Era uma máquina simples que mudou a minha vida", diz. "Antes daquela época eu nunca tinha ido para longe da minha casa, nunca tinha usado um computador, nunca tinha visto a Internet", conta.
Foi assim que o camponês pobre, em um país pobre, conseguiu mudar sua história e inspirar milhares de pessoas em todo o mundo. No final da palestra, ele ainda manda um recado: “Eu gostaria de dizer uma coisa para todas as pessoas por aí afora, como eu, para os africanos e para os pobres que estão lutando pelos seus sonhos: confie em você e acredite. Não importa o que aconteça, não desista.”
(Retirado do site: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/ted-william-kamkwamba-2013-o-jovem-que-dominou-o)

[Site oficial: http://williamkamkwamba.typepad.com]

Vejam o vídeo feito contando sua história (em inglês)

(http://www.youtube.com/watch?v=arD374MFk4w)

William é um modelo para todas as pessoas, um exemplo de perseverança.
Ele não desistiu de estudar quando tudo pareceu sem saída, achou um meio de contornar esse problema e ajudou sua família na necessidade.

Resolvi colocar sua história e homenageá-lo aqui no Pensa Sapiens pois retrata uma célebre frase:
"Por não saber que era impossível, ele foi lá e fez"

Temos tantos anos de educação desde nossos primeiros anos de vida, moldando-nos e nos fazendo perceber o mundo a nossa volta. Sabemos de uma enorme quantidade de informações, de histórias e estamos sempre sendo bombardeados de notícias e acontecimentos! O mundo hoje é uma rede que interconecta todos os países e culturas, opiniões e descobrimentos.
Eu mesmo não teria conhecimento da história de William se não fosse por essa revolução chamada Internet.

Mas o que fazemos com tanta informação? Como a utilizamos? Será mesmo que necessitamos de tamanho conhecimento? Realmente usamos o que aprendemos para algo útil?

São algumas perguntas que lanço aos meus leitores, pois vivemos em um mundo transbordado de conhecimento e ainda existem pessoas capazes de destruir a natureza, ainda existe o preconceito, a inveja, guerra, fome, problemas ambientais, sociais e educacionais sérios... além de muitos outros pontos que podem ser discutidos sem fim! Será que todo esse conhecimento está sendo direcionado da forma correta?

Cabe a cada um olhar em seu interior e encontrar a resposta. Se fizermos todos os dias, em todos os momentos, a nossa parte (por mínimo que seja tal ato)... Teremos menos com que nos preocupar e mais facilidades de deixar um futuro, pleno e gostoso de se viver, às próximas gerações!

(R13@5)

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