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A Incrível TV Aberta

TV Aberta, Mente Fechada

A grande desvantagem em passar tanto tempo sem assistir televisão "normal" ou mesmo televisão, até porque a minha pifou, é ligar a antena na tv antiga de tubo e resolver ficar sabendo o que está acontecendo no mundo.
(sim, de acordo com muitas pessoas sou alienado por não assistir telejornal, mesmo tendo internet)

Não durar muito tempo e já zapear entre canais como Globo, Record, Band, Rede Vida, Tv Câmara, entre as outras que estão abertas. A apatia com casos importantes e sensacionalismo com situações ridiculamente fúteis me trouxe um início de batedeira e ansiedade que já há muito não havia sentido.

Com assuntos constantemente debatidos, em uma espécie de loop alternado de política, polícia, futebol e alguma curiosidade porcamente selecionada para que você telespectador se sinta com o poder de usá-la em uma conversa para se mostrar superior dentre seus amigos. Propagandas de promessas vazias e promoções que enganam até o Papa, bombardeando sua mente com sugestões inconscientes em períodos de poucos segundos.

No período de três horas em que fiquei sentado tentando ter uma noite agradável observando acontecimentos semanais e me informando das novidades, passei por uma montanha-russa de emoções altas e baixas, fazendo loopings de causar enjôo e acelerando o coração. Não foram sensações agradáveis, no mínimo preocupantes.

Me preocupo que tenha perdido de 5 a 10% de massa encefálica nesse processo. O emburrecimento foi tamanho que resolvi escrever esse texto, ao invés de evolutivamente usar das práticas do egoísmo e ignorar o fato. Fato esse que traz ao atual século uma sociedade regrada por manipulações e sugestões escancaradas, mesmo assim invisíveis aos que estão imersos neste antolho gigantesco.

Parabéns aos órgãos de poder brasileiros!
Vocês conseguiram fazer todos acreditarem que estão no controle fazendo exatamente o que são reprogramados para fazerem. Uma sociedade que se reconhece livre dentro de uma masmorra presa à grilhões mentais. Tiro o chapéu, finalmente um mecanismo de retroalimentação sustentável foi aperfeiçoado e funciona!

Aprendi muito hoje, nessas poucas horas, especialmente o quão alienado sou à realidade. Mas agora vamos dormir, pois amanhã preciso me matar de trabalhar para aproveitar todas as maravilhosas ofertas que estava perdendo. Internet nunca mais, televisão brasileira já me supre com tudo o que preciso saber e pensar.

Boa noite! Fiquem agora com a nova novela das onze...

by LuizCRibas

Uma História Para Chamar De Sua


Tornando Sonhos Possíveis


Mesmo quem não tem paciência para desenhos animados provavelmente já deve ter se deparado consigo assistindo e se emocionando com algum filme da Pixar. Suas incríveis histórias são tão envolventes que nos identificamos automaticamente com as situações e personagens.

Sabemos que são seres inexistentes e ainda torcemos por eles como se estivéssemos em seus lugares, vencendo limites, remodelando seus pensamentos e ações. Mas por que ficamos tão tocados por algo que deveria somente nos entreter?

A resposta está no íntimo de cada um. E mesmo que tenhamos vivências com diferentes intensidades, não conseguimos fugir de sentirmos as mesmas emoções. Desânimo, felicidade, frustração, empolgação, medo, coragem, amor, entre muitas outras, são elas que nos impulsionam para vencer as barreiras da vida. 

O que temos em comum com esses personagens criados por outras pessoas, que têm tantos em comum conosco, é a forma com que é contada a história. Nos identificamos, seja com a personalidade, seja com a luta constante para sermos melhores. Independente do motivo, uma história bem contada, escrita, encenada ou pintada... sempre irá cativar alguém!

Por isso, unindo formas de arte, deixo uma lista de ouro para podermos, quem sabe, colocar nós mesmos na ponta do lápis vivendo muitas aventuras. Uma das criativas da Pixar, Emma Coats, tweetou 22 dicas de como criar histórias como eles, seja para o cinema ou para a publicidade:


1 - Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.

2 - É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte da público, e não pensar no que é divertido de fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.

3 - A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história, quando chegar ao fim dela. Então reescreva.

4 - Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, __________. Por causa disso__________. Até que finalmente_______.

5 - Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal. Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.

6 - No que os seus personagens são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com essas situações?

7 - Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.

8 - Termine a sua história e deixe-a, mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.

9 - Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história. Muitas vezes, é assim que surge a idéia de como continuar ela.

10 - Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você. É preciso identificar essas características, antes de usá-las.

11 - Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a idéia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.

12 - Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.

13 - Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.

14 - Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro dela, e do qual ela se alimenta? Esse é o coração da história.

15 - Se você fosse o seu personagem, e estivesse na mesma situação, como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.

16 - O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar? Coloque as probabilidades contra o sucesso.

17 - Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.

18 - Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.

19 - Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.

20 - Exercício: Divida em pedaços um filme que você não gosta, e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.

21 - Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens, e não escrevê-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?

22 - O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la? Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.


(Vi a reportagem enquanto perambulava pelo Hypeness)

Música é Vida

 Criação Musical

De todas as artes humanas, talvez a que mais nos envolva, tanto fisicamente quanto emocionalmente e me arrisco dizer que também estremece a alma, é a música.
Não só criada por nós, que reproduzimos o que ouvimos desde que nossa espécie apareceu no mundo, mas sim presente em toda parte, a Música é parte da vida de todos os seres. Tem ligação direta com nossos sentimentos, podendo nos deixar felizes, tristes ou até mesmo eufóricos e confiantes. Ouvir uma melodia pode remeter à um acontecimento importante na vida, mudar completamente seus pensamentos, dar aquela auto-estima que necessitava no momento e muitos outros poderes. Os poderes da música.
Com sons e melodias variadas, letras que possuem muito mais do que os olhos vêem, a música é a perfeita reprodução do que chamamos de sentimentos e sensações.
Quem nunca ouviu uma música e se viu em um vale enorme, no alto de uma montanha, visualizando a paisagem verde e infinita, com intensa sensação de paz interior e forças renovadas para continuar com a luta diária, não sabe o poder da música!
Um grande amigo meu escreveu esse seguinte texto que repasso à vocês leitores, recomendo:


 O Poder Da Música

Se você nunca ouviu uma música que te trouxe arrepios, que fez com que você suasse sem precisar mover um músculo sequer. Se você nunca sentiu a música dentro de si, convertendo-se nas mais positivas e intensas vibrações possíveis, talvez você ainda não saiba o que é vivenciá-la em sua totalidade. 
Música não é simplesmente para ser ouvida, mas essencialmente para ser sentida. Ela deve estar além do nosso imaginário e compreensão. Dever estar puramente conectada a nossa emoção, a todos os nossos sentidos, dispertando-os de uma só vez.
Não importa seu estilo, não importa sua crença, não importa sua cor. A música une as pessoas, une os diferentes povos e nos torna uma raça só: seres humanos. Ela nos faz vivenciarmos momentos únicos nos quais temos a oportunidade de nos desconectarmos da nossa realidade e da fugacidade da vida. Seja em cada vibração, em cada letra, em cada melodia, a música traz paz, acalma o corpo, a mente e a alma.
Música é VIDA e a VIDA é música, da qual NÓS somos os únicos maestros. Portanto, viva a música. Viva a VIDA!

Somente os que já tiveram a oportunidade de sentir tudo isso é que conhecerão o seu verdadeiro valor e poder...

OBS.: A música que você ouve não te faz mais culto ou melhor que alguém, pois o que realmente importa é o poder de suas ideias...

"Pergunte para qualquer músico de verdade o que ele faz, ele irá te dizer: escrevo sentimentos, acontecimentos e sensações, sem precisar de palavras para isso." by Luiz Claudio Ribas =)

(Luiz Toniolo #trance4life)

7 Tipos de Inteligência

Diferentes Cérebros Pensam de Formas Diferentes

A Evolução do Conceito de Inteligência

Durante grande parte dos séculos 19 e 20, acreditou-se que a inteligência era algo podia ser facilmente medida, determinada e comparada através de testes, como o famoso teste de QI por exemplo, que dava a inteligência da pessoa em números. No entanto, com o tempo, o teste de QI foi caindo em descrédito pois pouco a pouco foi se notando que nem sempre as pessoas mais inteligentes e bem sucedidas obtiam os melhores resultados.

Os psicólogos e pesquisadores começaram a notar que havia alguns casos de pessoas que obtinham resultados mediocres nos testes de QI, mas que se davam bem na vida pois eram pessoas determinadas, disciplinadas, persistentes e carismáticas. Mas como pessoas consideradas “burras” pelo teste de QI poderiam ter tanto sucesso ?

A resposta é simples: Existem vários tipos de inteligência !!!

Segundo Howard Gardner, psicólogo autor desta teoria, existem ao todo 7 tipos de inteligência e todas as pessoas tem um pouco das 7 combinados dentro de sí. No entanto cada pessoa tem um deles desenvolvido de modo mais forte e que se sobrepõe sobre os outros.

Texto: O Lápis

 
 Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
(Chico Xavier)
 

O Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:

Texto: Estratégia

Estratégia da sorte

Um senhor vivia sozinho em Minnesota.
Ele queria mexer a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:


Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano.
Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava as flores, esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.
Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois está na prisão.
Com amor, Seu pai.

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:

PELO AMOR DE DEUS!!!
Pai, não escave o jardim!
Foi lá que eu escondi os corpos.

As correspondências eram monitoradas na prisão,
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta do filho:


Pode plantar seu jardim agora, pai.
Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.

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 Moral da história:
 Estratégia é tudo!
 Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.
Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.

"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional"

(Autor Desconhecido)

Texto: A Porta Do Lado

Use a Porta da Mente
 
A PORTA DO LADO
Por Dráuzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado."

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...
Experimente!

Lidar Com Situações

Não culpe os outros
Pró-ativos X Reativos

Pessoas pró-ativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e a todos ao seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstâncias. Escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa.
Quando um pró-ativo comete um erro, diz: “Enganei-me“, e aprende a lição. O reativo comete um erro e diz: “A culpa não foi minha“, e responsabiliza terceiros.
Um pró-ativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres. Já o reativo sente-se vítima perante uma adversidade.
O pró-ativo sabe que o resultado das coisas depende de si. Um reativo acha-se perseguido pelo azar.
Um pró-ativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio. O reativo está sempre "muito ocupado" e não tem tempo sequer para os seus.
Um pró-ativo enfrenta os desafios um a um. O reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.
O pró-ativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre. Um reativo faz promessas e quando falha se justifica.
O pró-ativo diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda". Já o reativo diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu".
Um pró-ativo ouve, compreende e responde. Um reativo não espera que chegue a sua vez de falar.
Um pró-ativo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles. O reativo resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.
O pró-ativo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho. Um reativo não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”.
Um pró-ativo diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer...” O reativo diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.”
Um pró-ativo é PARTE DA SOLUÇÃO. O reativo é PARTE DO PROBLEMA.



Você é uma pessoa pró-ativa ou reativa?
Pense nisso.

(Texto retirado de uma postagem do meu colega Júlio César, obrigado)

O Tempo

 Aproveite Todos os Momentos

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. 

(Mario Quintana)

Para Dentro do Gargalo

Trago a vocês uma poesia que achei muito bacana e um tanto importante pela mensagem que ela passa. Espero que gostem.

Entrada para uma nova "vida"


Triste Fim de Um Alcoólatra

Já fui um homem abastado...
Tive empregados e vários criados
Hoje estou todo devastado
Não consigo ser nem empregado

Muitos por mim foram aconselhados
Hoje se falo com alguém sou ignorado
Oh! Que saudade! de quando possuíamos lindo sobrado
Oh! Que tristeza! hoje moramos de favor e envergonhados

Tivemos vários carros e alguns eram importados
Hoje ando descalço e sempre com os pés inchados
Nossos primeiros filhos estudaram em boa escola
E agora os mais novos vivem até de esmolas

Pela minha esposa já fui muito amado
Hoje percebo que meus familiares de mim estão cansados
Até agora alguns leitores não entenderam
Porque tudo isto comigo acontecera

Desde que à maldita cachaça me entreguei,
Nunca mais me recuperei
A memória eu perdi
Meus bens eu vendi

O banco da praça foi minha cama, pois passei a dormir na rua,
O céu foi meu teto, minha luz foi a lua,
Meus parentes foram cansando e já não iam mais me procurando
Quando o sentido começava a voltar eu me punha a cambalear

Às vezes o caminho de casa alguém tinha que me ensinar
Quem já deu tanta ordem, tinha que pedir licença pra em casa entrar,
Aconselho a todos vocês não deixem o vício vos dominar
Pra entrar por este caminha é só começar

Pra sair do vício nem sempre conselhos ou remédios podem nos libertar
O viciado sente tristeza e angústia e não sabe o que é se alegrar
Amigos afastem do vício enquanto é tempo, não venham até onde cheguei...
Durante esta vida de sofrimento muitas doenças encontrei

Hoje os vermes me destroem
Não alimento porque meu estômago dói
A bebida, este moribundo já não consome,
Das gentes me sinto diferente, sou apenas um espectro de homem.

(Valeriano Luiz da Silva)

Quem Atrapalha Sua Vida

Socorro! O que posso fazer?

Faleceu Ontem A Pessoa Que Atrapalhava Sua Vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas
salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos:
"Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO!
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

"Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando seus pais mudam, quando seu(sua) namorado(a) muda. Sua vida muda... quando você muda! Você é o único responsável por ela."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando "você muda"

(Luiz Fernando Veríssimo)

Filosofia das Flores

 Calmas e Sábias
Viver Como As Flores

Certo dia um discípulo chegou e perguntou:
- Mestre, como faço para não me aborrecer com as pessoas? Algumas falam demais, falam de nossa vida, gostam de fazer intriga, fofoca, outras são ignorantes e algumas são indiferentes. Fico magoado com as que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
"Pois viva como as flores!" - Advertiu o mestre.
"Como é viver como as flores?" - Perguntou o discípulo.
"Repare nestas flores" - Continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
“Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.Isso é viver como as flores.”

(Autor Desconhecido)

Como Funciona O Amor

Volte aqui... onde você pensa que vai?

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Arnaldo Jabor)

Conselho: Miopia Amorosa

Míope Amoroso

Meu tio fábio, falecido homem sábio do interior, certa vez me disse o seguinte: “Mantenha distância de mulheres que usem muito as palavras Eu, Meu, Minha. Prefira as que falem Nós, Nosso e Nossa. Algumas vezes não segui os conselhos de tio Fábio, Deus o tenha. E nessas vezes todas vezes me dei mal. Topei com mulheres egocêntricas, para as quais poucas coisas, se é que alguma, importavam além delas mesmas. (A advertência de tio Fábio se aplicaria perfeitamente também para as mulheres. Fosse eu Fabia, não Fabio, ele certamente diria para fugir de homens que despejam pela boca Eu, Meu, Minha.)

A boa relação amorosa só é boa porque os dois pensam menos em seus interesses pessoais e mais nos interesses de ambos. Não estou dizendo aqui, longe disso, que você deve abdicar de suas vontades. Quando você faz isso começa a morrer. O que estou propondo – aliás, nem sou eu, mas tio Fabio – é que se levem em consideração as vontades dos dois. (E lá vou eu para mais uma digressão. Um amigo meu, Carlos, um grande cara, sempre bem-humorado, gosta de contar sorrindo que sua namorada joga fora seu exemplar da Playboy quando o vê com a revista. Um dia esse sorriso fatalmente desaparecerá. Carlos abdicou de sua vontade. E foi ajudado por uma namorada que diz copiosamente Eu, Meu, Minha. Namoros assim não podem dar certo. E não dão.

Você tem que doar algo no amor. E a mulher também tem que doar algo a você. O grande amor, o amor verdadeiro, é essencialmente solidário e altruísta. Ela quer sair pra dançar. Você quer ficar em casa comendo pipoca e vendo o teipe de um jogo do campeonato italiano. É uma situação absolutamente normal. Banal. Ela se complica quando nem você consegue enxergar o desejo dela (e concordo que sair para dançar é um grande mico, sobretudo quando se pode ver o teipe de um jogo e há um saco de pipoca louco pra ser posto no microondas), nem ela o seu. Os dois são, nesse caso, amorosamente míopes. E não há nada, nem mesmo uma abrasadora química que leva a um sexo extasiante, que resista à miopia amorosa. O míope amoroso só vê a si próprio. E depois, quando as coisas não dão certo, atribui toda a responsabilidade à outra parte.

Permissão para mais uma digressão? Gracias. O míope amoroso (homens e mulheres estão incluídos nessa categoria, evidentemente) jamais limita sua miopia ao campo do amor. Estende a todas as outras atividades. No trabalho, o chefe é, para ele, sempre um tirano injusto. E o colega, na visão parcial e distorcida dele, está sempre pronto para puxar seu tapete. Quando um projeto fracassa, a culpa é jamais do míope. O míope amoroso é míope profissional também. O mundo o persegue, cruel como um cossaco russo, para usar uma expressão clássica de tio Fabio. (Jamais soube se os cossacos russos eram cruéis mesmo. Mas não faz mal. Se tio Fabio falou, para mim, já é mais que o suficiente.)

Reconhecer uma mulher que só pensa nela mesmo é fácil. Ela pode ser esperta o bastante para não abusar do uso de Eu, Meu, Minha. Mas numa conversa, quando você estiver falando de suas coisas, os olhos dela rapidamente voarão para um ponto bem distante. Ela não prestará atenção senão no que disser a respeito ela mesma. A mulher de vista plena, em oposição à míope, olhará fixamente nos olhos. Ouvirá com devoção cada palavra que você disser, mesmo que não concorde com nada. E depois será capaz de reproduzir suas falas nas vírgulas. Os relacionamentos são todos difíceis, sabemos nós. Mas são simplesmente impossíveis quando a seu lado está uma míope amorosa. Aí, por mais esforço que você dedique ao namoro, por mais empenho que tenha para que as coisas funcionem, se tratará de mais um triunfo da esperança sobre a experiência, para usar a clássica expressão do Dr. Johnson.

(Fábio herdandez - Ex-colunista da revista VIP)

Texto: O Anel

 Você é único e importante

O Anel

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

- Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada.
Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito burro.
Como posso melhorar?
O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-te.
Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:
- Se você ajudasse-me, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar-te.
- C... Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez
desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado.
Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.
É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite
menos que uma moeda de ouro.
Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto
pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações.
Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu.
Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... contestou sorridente.
Devemos saber primeiro o valor do anel.
Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.

Quem melhor para saber o valor exato do anel?
Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele.
Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda...
Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:
- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- Sim, replicou o joalheiro.
Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.
- Sente-se - disse o professor.
Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:
- Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser
avaliada por um "expert".

Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os
mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Você deve acreditar em si mesmo
Sempre!

"Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento."

(Autor Desconhecido)

Brincar

 "Brincar é condição fundamental para ser sério"
(Arquimedes)

SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
 (Arnaldo Jabor)

Texto Lya Luft


Esse texto muito bacana foi enviado pelo meu amigo Jão, obrigado! Desfrutem!

Pensar é Transgredir

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.

Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.

Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.

Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.

Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.

Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.


(Lya Luft)

Televisão

Realidade Destruída

Agora mesmo existe toda uma geração, que nunca soube nada além do que veio de dentro desta caixa.
Esta caixa é o novo testamento, a revelação final.
Esta caixa pode criar ou destruir presidentes, papas, primeiros-ministros...
Esta caixa é a maior força deste mundo desgraçado...
E coitado de nós se ela um dia cair nas mãos erradas!
E quando a maior empresa do mundo dominar a melhor máquina de propaganda maldita, neste mundo desgraçado; quem sabe que merda será vista como verdade?!
Então ouçam-me! A televisão não é a verdade!
A televisão é uma merda de um parque de diversões!!!
Mas vocês estão aí sentados, dia após dia, noite após noite...
De todas as idades, credos e etnias... Nós somos tudo que vocês conhecem!!!
E vocês estão começando a acreditar nas ilusões que mostramos aqui!
Vocês estão começando a acreditar que este caixote é a verdade, e que suas vidas não são reais!
Vocês fazem tudo que esta caixa manda!!!

Pelo amor de Deus! Vocês são reais! Nós que somos a ilusão!!!

Trecho adaptado: (Network, 1976)

Um texto de 1976. E até hoje estamos na mesma situação, alienados por tudo que assistimos na famosa tv.

Antigamente as pessoas ficavam sabendo do que acontecia no mundo por meio de cartas, jornais ou rádio. Depois vieram os telejornais, documentários e consequentemente a internet. Hoje, responsável pela maior parte da difusão de notícias e conhecimento, a internet é a melhor ferramenta de comunicação.

Por ser tão fácil de assistir, sem precisar ser um gênio ou alguém entendido do assunto, a televisão é assistida por todos os cantos do mundo. Transmitindo notícias, curiosidades, documentários, meios educativos e os programas de entretenimento (ou seja, o "pão e circo" moderno), que são os mais comentados e com maior ibope.

Não conseguimos mais viver sem esses meios de comunicação e informação. Já fazem parte da sociedade e convívio humano. "Eu tenho 867 amigos no orkut e facebook", "Namoro com 3 meninas de São Paulo, Amazonas e Estados Unidos... todas pelas internet", "Meu nome real é Júlio dos Santos, mas sou mais conhecido como Cupcake Eater pelos meus amigos da internet, meus amigos verdadeiros"... são exemplos de situações que estão cada vez mais evidentes e sólidas atualmente.

Namoros virtuais, vizinhos que preferem se encontrar pela internet do que pessoalmente, filhos que trocam mais mensagens de carinho e afeição com seus pais pelo meio virtual do que dando um beijo, abraço e dizendo que os ama pessoalmente. Estamos com problemas...

O texto acima revela uma realidade preocupante, das pessoas alienarem-se com o que assistem na televisão e acreditarem mais "naquela" realidade do que na verdadeira, de carne e osso. O problema ficou pior, criamos personalidades mais reais do que nosso corpo, que têm mais a ver conosco do que nós mesmos, que têm mais amigos e pessoas que "se importam" do que nossos próprios amigos e parentes.

Não deixamos de abraçar a realidade, ler livros e revistas, de ficarmos antenados com o que acontece ao redor do mundo e conferir a veracidade das mesmas informações, mas estamos preferindo viver em uma sociedade trancada dentro de casa ou com os olhos no celular para twittar cada passo que damos.

Até ir para o "verde", conhecer novos países e lugares, ver a realidade com os próprios olhos, está sendo facilitado pelo Google Earth ou imagens e vídeos...

Internet e televisão são meios importantíssimos para a ciência, construção de informação e entretenimento, fizeram a sociedade evoluir muito mais rápido do que nos últimos séculos. São essenciais para o estudo e troca de informações, facilidades para a comunicação entre pessoas e órgãos pelo planeta e são descobridores de talentos...

Não deixemos os livros de lado, nossa personalidade ser englobada pela nossa criação falsa de nós mesmos; a visão, o cheiro, o gosto, os sons e os tatos serem somente virtuais... e sim reais, indo realmente viajar, explorar o mundo e suas maravilhas.

Sinto falta da época que tínhamos fotos em mãos e não somente em um pendrive.

(R13@5)

Educação?

Futuro será escrito...

Falar sobre Educação no Brasil é algo muito difícil, pois a situação é precária. Nas escolas públicas os alunos recebem material didático incompleto e muitas vezes desatualizado, os professores não recebem o incentivo, salário e nem preparação necessária para lidar com as mudanças que todo dia acontecem, a direção e coordenação não trabalham em conjunto com o esquema de ensino e os pais também não sabem como estão seus filhos na escola.


Não vou entrar no assunto que envolve corrupção, desvios de dinheiro e outros esquemas financeiros, que francamente me assombram! Isso é assunto para uma próxima discussão. Primeiro, quero deixar claro que não são todas as escolas que são ruins, muito pelo contrário! Existem escolas excelentes, que fazem tudo direito, seguem a Lei e tudo mais... mas com um país deste tamanho, a maior porção não recebe ajuda o suficiente para investir em educação, nem sabe como administrá-lo às vezes. O Estado de São Paulo, convenhamos, é o estado que mais têm condições de criar um ambiente satisfatório para sua população, mesmo assim também passa por complicações.

Veremos a visão de nossa ex-ministra:

Futuro Ainda Comprometido
Por Marina Silva

Números do Ipea e do IBGE, divulgados recentemente, mostram que o país não avançou no combate ao analfabetismo. Pelo contrário. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 mostram que são mais de 14 milhões de analfabetos, 10% da população, com uma redução de apenas 7,2 pontos percentuais em comparação a 1992.


Tão grave quanto este dado é o número de analfabetos funcionais. Correspondem a 21% da população, ou 30 millhões de pessoas. Somando-se os dois grupos, chega-se a quase 1/4 da população sem condições de ler ou compreender este texto. Trata-se de uma exclusão perversa e profunda.

Isso compromete o futuro do Brasil dada a baixa qualificação da mão-de-obra e os limites claros que impõe ao pleno usufruto da cidadania, como sei de experiência própria. Se o país não investe pesadamente em educação -e não apenas com recursos financeiros, mas com prioridade estratégica- falta algo fundamental a qualquer pretensão de se projetar no cenário internacional.

O Brasil pode se tornar a quinta economia do mundo até 2016, sem que tal conquista necessariamente se reverta em mais qualidade de vida para os excluídos. No Nordeste, houve uma redução de 13% do número de pobres nos últimos dez anos, mostram os dados do IBGE.

O analfabetismo, contudo, permanece alto e isso deveria acender um enorme sinal de alerta. A educação é o único instrumento capaz de dar autonomia às pessoas para transformar suas próprias realidades. Uma população mais escolarizada, em geral, sofre menos com violência, tem mais acesso à saúde preventiva, ganha salários maiores.

Investir em infraestrutura é necessário. O melhor investimento que se pode fazer, porém, está na própria população. Os desafios educacionais são gigantescos. E não se pode enfrentá-los sem um esforço igualmente gigantesco, histórico, que ultrapasse as barreiras burocráticas de uma política setorial e se entranhe em todos os níveis e áreas de governo e da sociedade. Dedicar a este esforço as verbas publicitárias públicas, para campanhas motivadoras e mobilizadoras, já seria um bom começo.

É preciso sair urgentemente do apego a estatísticas. Não basta alinhavar números de crianças na escola se, ao final do processo, elas se sentem humilhadas pelo analfabetismo funcional. Quanto mais tempo nos conformarmos com essa situação, mais longe estaremos do Brasil que nossa população merece e do crescimento com qualidade que queremos e podemos ter.

Marina Silva
Pedagoga e Senadora pelo PV-AC
(Reprodução dos textos de Marina Silva publicado às segundas-feiras no jornal Folha de São Paulo)Contato: contatomarinasilva@uol.com.br


Alunos, façam suas lições de casa, procurem como entender o que se passa no país e no mundo... Vocês são o futuro! Participem da mudança!
Professores, seu trabalho é o mais importante que existe... Vocês são formadores de opinião e pensamento próprio! Ouçam seus alunos, conversem com eles!
Pais, seu papel na educação é, na minha opinião, o mais essencial de todos... Vocês são aqueles que dão conforto, apoio, motivação e acima de tudo educação para formar pessoas boas, justas e preocupadas com o futuro gostoso de se viver! Não façam nada sem explicar o motivo, sejam um exemplo positivo!
(R13@5)

Temos 2 Orelhas e Uma Boca!

Vontade de Fogo

Crio esse post por dois motivos maiores: o da importância do "ouvir" nesse mundo onde estamos sempre querendo deixar nossa opinião; e o de voltar às minhas origens... quando o ouvir se fazia essencial e era gostoso demais!

"Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro" (Franklin D. Roosevelt) - As crianças de hoje serão os governantes de amanhã! Já pararam pra pensar como foi a vida, a criação e os valores que nossos políticos e empresários tiveram?

"As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas" (Joseph Joubert) - Não podemos mudar o que ja foi feito, o estrago se faz evidente! Não nos atormentamos mais com mortes em massa, crianças sendo abusadas, preconceitos, trabalho escravo, corrupção, desfeitas, poluição, gasto de trilhões em armamentos, fome e saúde precárias, comércio de peles e animais silvestres, devastação de toda fauna e flora nativa para a agropecuária alimentar e energética... já percebeu isso?

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade" (Karl Mannheim) - O total descaso com a preocupação de ensinar nosso futuro (os jovens) a ter respeito pela vida é algo extremamente evidenciado na geração que comanda o mundo! E não estou somente falando dos governantes, mas de todas as pessoas que vivem nesse planeta chamado Terra!

"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos"(Pitágoras)
"É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias" (Immanuel Kant) - A educação nesse mundo se faz necessária e emergente! O velho modelo que colocava o professor como detentor da verdade e só dele poderia sair a opinião final, está com seus dias contados! As crianças não mais aceitam abaixar a cabeça e obedecer, pois é assim que deve ser! O processo de aprendizagem e formação de caráter tem duas vias, portanto ouça suas crianças e aprenda com elas, pois ainda conservam em 100% seus sonhos e a pureza da vida, algo que vamos perdendo ao longo da existência (se deixarmos)...

"Não devemos explicar nada a uma criança, é preciso maravilhá-la" (Marina Tsvetana) - É claro que é essencial explicar o mundo, quando perguntas são feitas pelos jovens... mas, ao invés de somente explicar e parar por aí, por que não aumentar o sonho delas? Incrementar aquela vontade de fogo que elas têm dentro, com oportunidades de realização? É isso que devemos fazer, todos nós!

Já ouviram aquela frase "Faça sua parte"? Bom... já me perguntaram qual seria nossa parte nesse mundo, como começar? Eu mesmo me pergunto todo dia, mas por isso mesmo penso e chego na conclusão de que se, simplesmente em cada vez que eu me deitar, olhar para meu dia e perceber que nada de prejudicial eu fiz... já é meio caminho andado para o começo de um processo de realizações benéficas no futuro!
Só o simples fato de "não fazer algo de prejudicial" já é um ponto positivo, pois com o costume de bons atos, eles se tornam parte de cada um de nós e incentiva as outras pessoas a seguir seu modelo! Infelizmente ainda precisamos de "heróis" para seguir!
(R13@5)

Agora passo a palavra à alguém excepcional:

ESCUTATÓRIA
Rubem Alves
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.
Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto...
(O Amor Que Acende A Lua, pág. 65)

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